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Catálogo

Luvas de proteção

A luva de proteção falha mais por excesso de confiança que por falta dela: a que resiste ao corte pode não resistir ao produto químico, e a que resiste ao químico pode não resistir ao calor. A EN 388:2016 mede risco mecânico — abrasão, corte, rasgo, perfuração e, desde essa revisão, também corte por lâmina nova e impacto. A ISO 374-1:2016 mede risco químico e biológico. A NR 6 exige Certificado de Aprovação adequado ao risco, e mudar de tarefa quase sempre significa mudar de luva.

  • Material
  • Risco
  • CA
  • EN 388:2016
  • ISO 374-1:2016
  • NR 6
  • EN 388:2016

Equipamentos

Luvas disponíveis

O CA é o que liga o equipamento ao risco que ele foi ensaiado para cobrir. Confirme o número no portal do MTE antes de especificar qualquer compra.

Luva HyFlex 11-800

Luva de precisão com revestimento nitrílico em espuma. Alto tato para montagem e manuseio fino.

CA: consultar

Como ler o pictograma da EN 388

O pictograma do martelo traz quatro algarismos e, desde a revisão de 2016, até duas informações adicionais. Cada posição é um ensaio diferente, e o número maior significa desempenho maior naquele ensaio — não proteção maior de forma geral.

  • 1ª posição — abrasão, de 1 a 4;
  • 2ª posição — corte pelo ensaio circular, de 1 a 5;
  • 3ª posição — rasgo, de 1 a 4;
  • 4ª posição — perfuração, de 1 a 4;
  • letra de A a F — corte pelo ensaio ISO 13997, mais confiável em luva anticorte;
  • letra P — proteção contra impacto, quando ensaiada.

Por que a letra vale mais que o número no corte

O ensaio circular de corte usa uma lâmina que gira sobre o material. Fibras de vidro e de aço, justamente as usadas em luvas anticorte, desgastam essa lâmina durante o ensaio e produzem um resultado otimista. Foi por isso que a revisão de 2016 trouxe o ensaio ISO 13997, com lâmina nova a cada passada, expresso pela letra de A a F.

Consequência prática: em luva anticorte, a letra é o dado a comparar. Duas luvas marcadas com 5 na segunda posição podem ter desempenho bem diferente quando se olha se uma é C e a outra é F. Quem compra pelo algarismo compra um número que a própria norma passou a considerar insuficiente para essa família.

ISO 374-1: "resistente a químicos" não quer dizer nada sozinho

Resistência química é sempre resistência a um produto específico, por um tempo específico. A ISO 374-1 mede o tempo de passagem do produto através do material e classifica a luva pelo número de substâncias em que ela atingiu o desempenho exigido: tipo A para seis produtos, tipo B para três, tipo C para um. Cada substância ensaiada recebe uma letra na marcação.

Por isso a pergunta "essa luva serve para químico?" não tem resposta. A pergunta que tem resposta é "essa luva serve para este produto, nesta concentração, por quanto tempo?" — e você a responde cruzando a ficha técnica do fabricante da luva com a Ficha de Informações de Segurança do produto químico manipulado.

Material por risco, e o risco que a luva errada cria

Nitrílica responde bem a óleos, graxas e boa parte dos solventes, e não tem a proteína que causa alergia no látex. Vaqueta e raspa protegem contra abrasão e calor por contato, e perdem a função quando molham. Malha de aço é para corte por lâmina em movimento — desossa, açougue, cozinha industrial — e não substitui luva térmica nem química.

E há o caso em que a luva é o perigo. Perto de peça em rotação, luva folgada pode ser arrastada junto com a mão, e o assunto passa a ser a proteção da máquina, tratada na NR 12. Nessa situação a decisão correta às vezes é não usar luva naquele posto, e resolver o risco na fonte — o que só aparece quando a avaliação olha a tarefa inteira, e não só a mão.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Uma luva com nível 5 de corte é sempre melhor que uma nível 4?

Não necessariamente. O algarismo vem do ensaio circular, que é otimista com fibras de vidro e aço porque elas desgastam a lâmina durante o teste. Em luva anticorte, compare a letra de A a F do ensaio ISO 13997, que usa lâmina nova a cada passada e por isso descreve melhor o desempenho real.

A mesma luva serve para químico e para corte?

Raramente, e nunca por presunção. São ensaios diferentes, com marcações diferentes, e um bom resultado em um não diz nada sobre o outro. Existem luvas com desempenho declarado nas duas famílias, mas isso precisa estar na marcação e no Certificado de Aprovação, não deduzido do material.

Com que frequência a luva deve ser trocada?

Não há intervalo fixo em norma. A troca acontece quando a luva perde a condição de proteção — furo, corte, ressecamento, endurecimento, costura aberta ou contaminação pelo produto manipulado. Em uso químico, o tempo de passagem declarado pelo fabricante para aquele produto costuma ser o critério mais restritivo.

Conteúdo orientativo: não substitui a leitura integral da norma aplicável nem a avaliação de um profissional habilitado em Segurança do Trabalho.

Na dúvida entre dois modelos de luvas?

Descreva a atividade e o risco: indicamos o equipamento com CA válido e a norma que sustenta a escolha em auditoria. São 35 anos especificando EPI para operação de verdade, não para catálogo.

Antes de escolher, vale revisar como estruturar a gestão de EPIs na empresa e um modelo de ficha de EPI para registrar a entrega.