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Conteúdos práticos para apoiar a rotina da Segurança do Trabalho

Uma planilha de controle de EPI resolve a parte fácil do problema — organizar o registro. A parte difícil é o registro estar completo: a NR 6 exige, na alínea (d) do item 6.5.1, que o fornecimento seja registrado em livro, ficha ou sistema eletrônico, e é o conteúdo desse registro, não o formato, que sustenta a empresa numa auditoria. Os materiais desta página partem do que a norma pede.

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Três documentos que partem do que a NR 6 exige registrar: o guia de compra, a planilha de controle e o checklist de conferência diária.

PDFComprador / Suprimentos

15 dicas para economizar na compra do EPI

Aprenda como a escolha adequada dos equipamentos, a padronização, o planejamento de compras e a gestão de estoque podem contribuir para reduzir custos sem comprometer a proteção dos trabalhadores.

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PlanilhaTécnico de Segurança

Planilha de controle de EPI

Modelo para registrar entregas, acompanhar Certificados de Aprovação (CA), controlar substituições e organizar a gestão dos Equipamentos de Proteção Individual.

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Checklist · PDFEncarregado / Líder de turno

Checklist de conformidade diária

Roteiro prático para apoiar a conferência dos principais itens relacionados à Segurança do Trabalho antes do início das atividades.

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O que uma ficha de EPI precisa conter

A NR 6 não define layout de ficha. Ela exige o registro do fornecimento e admite três formas — livro, ficha ou sistema eletrônico, inclusive biométrico. A consequência é que uma ficha bonita e incompleta cumpre menos que uma lista simples e completa.

O que torna o registro defensável é conseguir reconstruir, para qualquer trabalhador e qualquer data, o que ele recebeu e por quê. É essa reconstrução que a fiscalização pede, e é nela que a maior parte dos controles falha — não por ausência de registro, mas por ausência do motivo da troca e do número do CA.

O mínimo que precisa estar registrado:

  • identificação do trabalhador e da função;
  • o equipamento entregue, com o número do CA;
  • a data da entrega e a da devolução ou substituição;
  • o motivo da troca — desgaste, dano, perda ou fim de vida útil;
  • a evidência da orientação sobre uso, guarda e conservação.

Planilha, checklist e o que cada um resolve

A planilha de controle serve ao histórico: ela responde "quem recebeu o quê, quando". É o documento que sustenta a alínea (d) do item 6.5.1 e o que se apresenta quando alguém pergunta pelo registro de fornecimento.

O checklist serve a outra pergunta: "está tudo em ordem hoje". Ele é rotina, não histórico — e por isso funciona melhor curto, com os poucos itens que de fato mudam de um dia para o outro.

Se você for adotar um sistema eletrônico no lugar da planilha, o item 6.5.1.1 da NR 6 traz a única exigência que a norma faz sobre ele: precisa permitir a extração de relatórios. Sistema que registra e não exporta atende à operação e não atende à norma.

Antes de baixar: os erros que a planilha não corrige

Nenhum modelo conserta especificação errada. Se o equipamento entregue não corresponde ao risco da atividade, o registro apenas documenta com precisão a entrega do item errado — e, numa auditoria, documenta contra a empresa.

O mesmo vale para a ordem das medidas. A NR 1 fixa, no item 1.4.1 alínea "g", que a proteção individual vem depois de eliminar o risco, de tentar a proteção coletiva e de adotar medidas administrativas. Um controle de EPI impecável numa operação em que a proteção coletiva nunca foi avaliada resolve o registro e não resolve o problema.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Existe um modelo oficial de ficha de EPI?

Não. A NR 6 exige o registro do fornecimento na alínea (d) do item 6.5.1 e admite livro, ficha ou sistema eletrônico, inclusive biométrico, sem definir layout. O que importa é o registro permitir reconstruir o que foi entregue, para quem, quando e por quê.

Planilha em Excel é aceita pela fiscalização?

A norma não veda. A alínea (d) do item 6.5.1 admite livro, ficha ou sistema eletrônico, e o item 6.5.1.1 acrescenta que, caso seja adotado sistema eletrônico, ele deve permitir a extração de relatórios. O risco prático da planilha não é normativo, é de versão: duas cópias circulando viram duas verdades.

Preciso registrar também o treinamento sobre o EPI?

Sim, e por dois caminhos. A alínea (b) do item 6.5.1 da NR 6 estabelece o dever de orientar e treinar, e o item 6.7.2 lista as informações que devem ser asseguradas no fornecimento — inclusive as limitações da proteção. Sem evidência, a orientação equivale, para efeito de fiscalização, a não ter acontecido.

Conteúdo orientativo: não substitui a leitura integral da norma aplicável nem a avaliação de um profissional habilitado em Segurança do Trabalho.

A planilha controle EPI resolve o registro, não a seleção

Se o equipamento entregue não corresponde ao risco da atividade, o registro apenas documenta a entrega errada com precisão. Antes de organizar o controle, vale conferir a seleção — são 35 anos especificando EPI por risco, e é onde a maior parte do custo se decide.

Ver as categorias por risco

Antes de decidir, vale ler como estruturar o controle de EPI, o que a legislação e o eSocial cobram e os treinamentos exigidos por norma.